#41

#41

Agora, escrevo no verso da folha, onde tudo vira textura. Abro caminho com violência; minimizo amassos, assento o deserto de saliências e noto,
no rodapé,
no horizonte,
o canto da sua boca ficar mais alto.
Com um só acorde.

Eu acordo.
E ouço a melodia lembrar que

relevar é
des
ga
st
ant
e

e que é preciso nivelar as relevâncias. Pois o plano é uma via de quatro mãos
e pés
e roupas pelo chão. Que avança a passos largos ao meu destino final; aconchegante, sereno e macio como o verso do pergaminho que ainda resta.
Agora, só preciso me deitar na cova que você abriu
com o sorriso.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s