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De madrugada,
nem todos os atos são pardos.
O velho costume é trajado
escorado, sustentado e
não é preciso muito –
é preciso quase nada
um cheiro, o olhar atravessado
onde todas as segundas e sextas, intenções
sofrem de insônia.

A saia é persa
a saída, francesa
a trama,
descobre o joelho
chama a atenção
sem alarde
sem religião
sem vergonha,
dorme sozinha
acompanhada
do acaso.

A cada esquina, paga-se o dízimo:
o valor dado
a quem dá as caras
as costas
a bunda
o cu
a mínima.

Por que na noite iluminada por
faróis xenon
piscadelas neon
a falta de lucidez é acompanhada por
suspiros de acordeon.

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